L'INCS #3








Ludmilla Féres Faria


E chegamos à terceira edição do nosso boletim L’incs, publicação da XXI Jornada da Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Minas Gerais. Este número, como todos os outros, apresenta novos elementos e  conteúdos que contribuem para a discussão sobre o tema O Inconsciente e Diferença Sexual.
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Ed Marte trabalha as relações entre corpo, espaço, arte e vida. O corpo se coloca, artisticamente, na fabricação de uma imagem que aborda questões emergentes na contemporaneidade: "Meu nome é Ed Marte, sou um artista das ruas, um ator, sou performance também. Trabalho meu corpo no espaço, nos espaços públicos. Tenho alguma coisa do corpo político, do corpo ativista que está sempre nas ruas"






Em entrevista ao Boletim L'incs #3, Sérgio de Campos aponta as possíveis conexões entre o inconsciente e a diferença sexual, tema da XXI Jornada da EBP-MG



O que é o que é?
Lucíola Freitas de Macêdo
“Chamemos heterossexual por definição aquele que ama as mulheres, qualquer que seja o sexo próprio”.


Trocando em miúdos: um papo com Lacan

Para Lacan, heteroshomo não concernem estritamente à repartição sexual ou às escolhas de objeto, já que “a realidade é abordada com os aparelhos do gozo”(LACAN, 1985, p.75). Como bem demonstrou Jésus Santiago na abertura dos Seminários Preparatórios, a diferença sexual não se inscreve no inconsciente, e masculino e feminino são apenas semblantes. Se a realidade do inconsciente é sexual, isso se dá pela via do gozo do Um, esse que itera, e irá se alojar no sinthoma.



A mulher, como heterus e o amor como luz-guia: o que se inventa aí?
Débora Matoso

Vaga Carne é uma peça – escrita, dirigida e encenada por Grace Passô – e que tem como personagem uma voz, e cenário, o corpo de uma mulher. Essa voz vagueia e pode ocupar diferentes matérias: humanas e não humanas. A voz passa a habitar o corpo de uma mulher. Encontro que se traduz em puro estranhamento. Até então, essa voz, nunca havia deixado de se reconhecer enquanto um fluxo sonoro. Mas a voz entra em um estado de completa perturbação ao se ver, paradoxalmente, invadida pelo corpo da mulher. Vaga Carne serviu-nos de porta de entrada para transmitir algo de “chamemos heterosexual, por definição, aquele que ama as mulheres, qualquer que seja seu sexo próprio.” (LACAN, 2003, p. 467). Dessa frase que está publicada em O aturdito (1972) o amor e A mulher, como heterus, ou seja, o diferente, foi o que serviu-nos como luz-guia.
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O que é...o falo? A partir dessa pergunta fundamental para a investigação sobre o Inconsciente e a Diferença Sexual, o psicanalista francês e interlocutor na XXI Jornada da EBP-MG, Pierre Naveau, respondeu algumas questões. Você poderá ler aqui no L’incs #3 alguns trechos dessa esclarecedora conversa. A entrevista original está publicada em Revue de Psychanalyse La Cause du Desir, 95, avril de 2017, Navarin Editeur, pp. 25-32. Uma versão traduzida será publicada na íntegra na próxima Revista Curinga.  
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Somos todos trans.

Miguel Antunes



Dando continuidade à série “Cinema & Psicanálise”, uma parceria da Escola Brasileira de Psicanálise, seção Minas Gerais, com a Fundação Clóvis Salgado, e em conexão com a XXI Jornada “O inconsciente e a diferença sexual: o que há de novo?”, no dia 02 de junho houve a exibição do filme “Transamérica”, (2005) dirigido por Duncan Tucker e contou com comentários do psicanalista Henri Kaufmanner.
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Dia 03 de agosto

Eixo 4: “..o único real que verifica o que quer que seja é o falo".  (Lacan, Seminário 23 , p.114 )

Comenta: Sérgio Laia e Fernanda Costa

Coordena: Simone Souto