L'INCS #2






Sérgio de Mattos


Extra, extra!!!  Quer dizer; acidental, inesperado., suplementar.

O segundo Boletim L’incs # 2, traz na rubrica o que há de novo, o fenômeno Jaloo. Jaloo o múltiplo, parece uma ilustração atual das imbricações postas em imagens de diversos modos de gozo. Ele é composição de homem e mulher, índio e cidadão urbano, místico e consumista, mostra a permeabilidade do corpo e do inconsciente ao Outro contemporâneo.
Nos textos de orientação vamos ler agora reduzidos, os trabalhos de orientação de nossa XXI Jornada, apresentados no segundo encontro preparatório por Maria José Gontijo Salum e Elisa Alvarenga.
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Meu nome de Batismo é Jairo e meu sobrenome é Melo. Jaloo, portanto, é a junção do meu nome e sobrenome. Assim se apresenta o músico paraense que diz ter sido descoberto pela música. Através da brincadeira em um programa de música, entendeu que realmente poderia fazer isso. Daí iniciou um intenso trabalho de pesquisa via google e tutoriais de youtube. Jaloo define seu percurso como inteiramente autodidata. Se diz um “filho da internet”. Além de fazer as letras e criar as batidas de suas músicas também fez a produção de seu primeiro álbum e dirige seus próprios clips. 



O gozo é particular e rebelde a toda normativização
Boletim L’incs entrevista Cristina Drummond (AME-AMP)





O que eu penso que há de novo são as novas formas de sexualidade desarticuladas do inconsciente. O que eu quero dizer com isso?
Sabemos como Freud construiu sua ideia de que a diferença sexual, assim como a relação sexual, não têm inscrição no inconsciente. O que há é um significante que nos permite falar de sexuação, isto é, um processo de construção, para cada falasser de sua relação com a sua sexualidade. Ela implica numa escolha real do modo de gozo entre uma repartição de dois modos distintos de uso do falo no laço com o outro sexo. Essa construção é uma inscrição no Outro e se dá a partir da castração, ou seja, de uma inscrição da falta no simbólico.





O gozo sexual e a multiplicidade estrutural
Elisa Alvarenga

  A multiplicidade estrutural começa então pelos quatro discursos, a tétrade, mas não especifica o parceiro sexual. Desde a lição V deste Seminário, Lacan retoma “A carta roubada” de Edgar Alan Poe, de uma perspectiva um pouco diferente daquela do seu texto dos Escritos, na medida em que, para além da estrutura lógica que engloba a relação entre os significantes, interessa a Lacan localizar o gozo, e notadamente, a função do falo e o efeito feminizante da carta sobre aquele que a detém. 


Paradoxos do gozo sexual em Lacan
Maria José Gontijo Salum

A frase que orienta o Eixo II: “O gozo sexual que não se escreve e a multiplicidade estrutural” consta da lição VI, cujo tema é o falo (LACAN, 2009, p.100). Em seu decorrer, somos apresentados a questões referentes a esta função, donde se pode extrair considerações: há um paradoxo no que concerne ao gozo sexual e este paradoxo incide, diretamente, na maneira como ele entende o falo. Há uma dupla modalidade na função fálica.  
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Elle, entre o silêncio e o ruído do real sexual

Lisley Braun Toniolo





O filme Elle de Paul Verhoeven (2016) protagonizou nosso segundo encontro de “Cinema e Psicanálise” no Cine Humberto Mauro, no dia 05 de maio. As poltronas do cinema foram todas ocupadas, vivificando nossa proposta de conexão com a cidade tendo em vista o tema de nossa XXI Jornada “O inconsciente e a diferença sexual: o que há de novo?”. O comentário preciso de Cristina Vidigal nos lançou importantes questões.




De um príncipe a uma menina

Cristiana Cardoso Pittella
  
A partir de uma vinheta clínica acompanhamos o trabalho de uma menina, cuja dificuldade com o saber está ligada ao impasse que ela encontra entre a posição fálica de ser o príncipe da mamãe e tornar-se mulher. Sua pergunta refere-se ao real do sexo, sou homem ou sou mulher?  e ao que se passa entre os casais, entre um homem e uma mulher. 
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Seminário Preparatório 01/06/2017


 “...heterossexual , por definição, aquele que ama as mulheres, qualquer que seja seu sexo próprio” (Lacan,2003, O aturdito, p.467) 

Comenta: Lucíola Freitas e Débora Matoso
Coordena : Rachel Botrel

Local : Escola Brasileira de Psicanálise
20:30 hs